A 24 e 25 de setembro, o Centro de Congressos do Estoril, em Cascais, recebeu o Cascais International Health Forum 2026, promovido pelo Fórum Saúde XXI e com o Alto Patrocínio do Presidente da República. Decisores políticos, profissionais de saúde, investigadores, académicos, empresas e sociedade civil juntaram-se para debater um dos maiores desafios do nosso tempo, e também uma das maiores oportunidades: a longevidade.
O programa teve dois dias temáticos, “A Revolução da Longevidade” e “Sociedade, Economia & Futuro”. Em oito conferências, oito sessões plenárias e 28 sessões paralelas, cruzaram-se saúde, economia, tecnologia e sociedade. Falou-se de prevenção, de inteligência artificial, de cuidados no domicílio e do futuro dos profissionais de saúde, e a longevidade foi pensada muito para além do envelhecimento.
“Falta ganhar saúde nesses anos de vida”
A sessão de abertura juntou Andrea Lima, presidente do Fórum Saúde XXI, Adalberto Campos Fernandes, chairman do evento, Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e Álvaro Santos Almeida, diretor executivo do SNS. Andrea Lima lembrou que o desafio não é apenas viver mais, mas viver melhor. Álvaro Santos Almeida deixou o alerta que marcou o tom dos dois dias: “falta ganhar saúde nesses anos de vida”. Seguiu-se a conferência de abertura de Mário Centeno, antigo ministro das Finanças, sobre como construir sociedades de vida longa sustentáveis.
A saúde começa antes de nascer
O cardiologista Salim Virani, vice-reitor de Investigação Global da Aga Khan University, mostrou que a saúde cardiovascular se constrói desde a fase pré-concecional. O investigador Manuel Sobrinho Simões refletiu sobre a forma como encaramos a saúde e o envelhecimento. Depois, Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, e Maria de Belém Roseira, ex-ministra da Saúde, discutiram como os modelos sociais terão de se adaptar a uma população mais envelhecida. Ao fim da tarde, Pedro Mota Soares, ex-ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, falou sobre os desafios da próxima década.
Um apelo ao consenso na saúde
O segundo dia ficou marcado pela intervenção do Presidente da República, António José Seguro, que se mostrou disponível para promover um pacto para a saúde. “A saúde não pode ficar refém de ciclos políticos curtos”, afirmou.
Longevidade: o maior mercado do século
Alexandre Quintanilha falou da revolução da longevidade no século XXI. Nazaré Costa Cabral, presidente do Conselho de Finanças Públicas, apresentou a nova economia da longevidade como o maior mercado deste século. Paulo Alexandre Sousa, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, centrou-se no desafio de garantir mais anos com saúde e qualidade. As plenárias sobre Segurança Social e sobre cidades e qualidade de vida juntaram outros olhares, como a ideia de que os seniores são um ativo que o país ainda não aproveita.
No encerramento, António Vitorino, ex-comissário europeu, resumiu o espírito do fórum numa frase: “A longevidade não é um problema orçamental. É uma conquista civilizacional. O problema é o que fazemos com ela.”
Obrigado a todos os que fizeram parte deste encontro
Aos oradores, parceiros, patrocinadores e participantes: obrigado por fazerem do Cascais International Health Forum 2026 um espaço onde a longevidade foi tratada como uma oportunidade e não como uma ameaça.
Veja a galeria de fotos e o vídeo final: as conversas, os bastidores, os protagonistas e toda a energia de dois dias que puseram a longevidade no centro do debate em Portugal.













































