Maria Manuel Dias da Mota é uma bióloga e cientista portuguesa de reconhecido prestígio internacional, especializada no estudo da malária, sendo uma das principais referências na investigação das interações entre o parasita Plasmodium e o organismo humano. É atualmente diretora do GIMM – Gulbenkian Institute for Molecular Medicine, instituição resultante da
integração do Instituto de Medicina Molecular (iMM) e do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC). Licenciada em Biologia pela Universidade do Porto, onde realizou também o mestrado em
Imunologia, prosseguiu a formação científica no Reino Unido, concluindo o doutoramento em Parasitologia no University College London (UCL) e no National Institute for Medical Research.
Realizou posteriormente investigação de pós-doutoramento na New York University School of Medicine, nos Estados Unidos.
De regresso a Portugal, liderou inicialmente um grupo de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, passando depois para o Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa,
onde assumiu responsabilidades crescentes na investigação e gestão científica, incluindo a direção da Unidade de Malária e, posteriormente, a direção executiva da instituição.
Atualmente, além da liderança do GIMM, dirige um laboratório dedicado à Biologia e Fisiologia da Malária e é professora convidada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
A sua investigação centra-se nos mecanismos biológicos que determinam a relação entre o hospedeiro e o Plasmodium, procurando compreender as diferentes fases da infeção,
particularmente as fases hepática e sanguínea, e identificar novos caminhos para a prevenção e tratamento da doença.
A relevância internacional do seu trabalho tem sido reconhecida através de numerosas distinções. Foi a primeira cientista portuguesa distinguida como International Research Scholar pelo Howard Hughes Medical Institute, é membro da European Molecular Biology Organization (EMBO) e recebeu o Sanofi–Institut Pasteur International Mid-Career Award. Em Portugal, foi
distinguida como Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique. O seu percurso combina excelência científica, internacionalização, liderança institucional e formação de novas gerações de investigadores, constituindo uma das figuras de maior projeção da ciência biomédica portuguesa contemporânea.

