Ministério reúne-se terça-feira com sindicatos para evitar greve dos médicos

O ministro da Saúde diz que a via para o diálogo está aberta, mas avisa que não é possível garantir tudo ao mesmo tempo. Organizações sindicais ameaçam com greve nacional dos médicos por causa do pagamento das horas extraordinárias.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, admitiu esta segunda-feira que uma greve nacional dos médicos é “uma forte possibilidade”, face às “muitas situações que não estão bem” no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

O regime de pagamento de horas extraordinárias tem motivado divergências entre os médicos e o Ministério da Saúde. O novo modelo – que tem como objectivo começar a eliminar os cortes em vigor desde 2012 – prevê que em Abril os médicos recuperem metade do corte, com as horas extraordinárias a serem pagas a 75%. A segunda metade – que permite chegar ao pagamento das horas extra a 100% – será ressarcida no segundo semestre, num regime ainda a ser definido em conjunto com os sindicatos.

Este regime não se aplica a todos os médicos, deixando de fora os que fazem trabalho extraordinário em regime de prevenção e à chamada, nos serviços de urgência interna dos hospitais e que asseguram os prolongamentos de horário dos centros de saúde.

Os comentários estão fechados.